Criatividade: como se enfrenta uma folha em branco?

Criatividade: como se enfrenta uma folha em branco?

Em cima da mesa repousa uma chávena de café ainda fumegante. O aroma amargo da cafeína funde-se com a doçura da bossa nova de Caetano Veloso, que ecoa pela sala. Estão reunidas as condições de conforto que convidam a inspiração. Ainda assim, as palavras teimam em não saltar do teclado para o papel. O angustiante combate com a página em branco tem um sabor especialmente irónico quando o tema a tratar é a criatividade. Como é que se ganha esta luta?

Saber enfrentar uma folha em branco com ideias criativas assume-se, num contexto altamente concorrencial, como uma competência incontornável para as organizações. A produção de conteúdos que rapidamente se tornem virais de forma orgânica deixou de ser uma tarefa simples. Hoje, para diferenciar a sua empresa e criar notoriedade no contexto digital é crucial ser disruptivo, fazer diferente e apostar em conteúdos inovadores. Já ousou ver a realidade de pernas para o ar?

 

A ousadia de ver o mundo ao contrário

A origem etimológica da palavra criatividade remete-nos ao termo latino creo, que significa fazer ou produzir algo do nada – esse tal corajoso gesto de enfrentar a temível folha em branco. Este ato pode manifestar-se em linguagens distintas – verbal, musical ou plástica, por exemplo – e em diversos campos, como a ciência, a arte, a tecnologia, a política, a comunicação. Acima de tudo, deve-se a este processo criativo a singular capacidade inerente ao ser humano para constantemente se ampliar, aprofundar e reinventar.

Durante muito tempo, a criatividade foi vista de um modo místico, como expressão de inspiração divina. Hoje, porém, o processo criativo é encarado de forma bem mais “terrena”, como algo que se pode (e deve) estimular e trabalhar permanentemente. Não se trata, por isso, de um talento ou de um dom exclusivo dos génios: o pensamento criativo nasce, sobretudo, de um esforço sistemático para ver a realidade a partir de um ângulo divergente e imaginativo, livre de construções preconcebidas e de preconceitos construídos.

 

“A inspiração existe, mas tem de te encontrar a trabalhar”

Pablo Picasso

 

Como é sugerido pela citação de Picasso, as grandes ideias e os momentos de “Eureka!” são fruto de um trabalho de criatividade realizado diariamente. A título de exemplo, o processo criativo pode ser alimentado por experiências culturais – que lhe permitirão ampliar o seu leque de conhecimentos e aguçar a sua curiosidade – ou através da realização frequente de brainstormings focalizados na resolução de determinados problemas, individualmente ou em equipa.

A criatividade é um pouco como o triplo salto: só seremos capazes de ser inventivos se já trouxermos balanço. Antes de chegar à caixa de areia, ou à página em branco, há três passos de que não poderá prescindir: ter vontade de inovar, reunir conhecimento e, por fim, ter paixão pelo trabalho a desenvolver. A partir daqui, só falta mesmo pisar a tábua de impulsão e voar.

 

As 4 etapas da criatividade

Segundo a perspetiva do psicólogo social Graham Wallas, a “arte de pensar” criativamente é estruturada em 4 etapas.

 

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Este artigo foi escrito por Luís Eusébio, autor convidado do Comteúdo.

 

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