Esta semana, entre os dias 3 e 5 de novembro, o mundo da tecnologia está voltado para Dublin, onde decorre a 6ª edição da Web Summit. Os números falam por si: 42 mil participantes de 134 países, cerca de 1000 oradores e 21 conferências. Há conferências sobre temas tão diversas como marketing, conteúdos ou dados, mas também sobre música, alimentação, moda, desporto ou startups.
O evento está a começar e ainda há quem esteja a vender bilhetes na página de Facebook ou do Twitter . Mas para quem não consegue estar presente, há sempre a possibilidade de seguir o blog ou o canal no Youtube. Os eventos do palco principal da Web Summit estão disponíveis também em stream e podcast no site oficial ou através da hashtag #WebSummit. O melhor é ir acompanhado a agenda.
Marcam presença nomes de peso como as tecnológicas Apple, Google ou Facebook, as financeiras Deutsche Bank e media como a revista Wired, a BBC ou o The Wall Street Journal. Em termos de oradores, o destaque da edição deste ano vai para as participações de Ed Catmull, cientista de computação gráfica e presidente da Pixar Animation Studios e da Walt Disney Animation Studios, bem como de Sean Rad, um dos co-fundadores e CEO da aplicação de encontros Tinder.
Stratups e investidores
Desde 2010 que esta conferência do mundo da tecnologia e Internet junta startups, empresas da lista Fortune 500 e empreendedores. É uma cimeira para todas as empresas tecnológicas que querem dar a conhecer ao mundo o seu nome e o seu trabalho.
Para as pequenas empresas, um dos principais objetivos é apresentar o que de mais inovador se está a fazer no mundo da tecnologia e o resultado é o contacto entre empresas desconhecidas do público em geral com empresas que já têm uma presença global. Neste campo, o foco vai para dois programas vocacionados para stratups:
- O programa ALPHA, que dá acesso a reuniões com investidores, a realizar workshops, a participar em fóruns de discussões e permite ter reuniões com mentores.
- O programa PITCH, que funciona como uma espécie de concurso para eleger a melhor startup e consiste na apresentação da empresa e do seu produto perante media, investidores e milhares de participantes.
A portuguesa Codacy é a prova do impacto que um rótulo como o da Web Summit pode trazer a uma empresa. Venceu a edição do programa PITCH em 2014 e viu aumentar exponencialmente o número de utilizadores. Esta empresa, que oferece ferramentas para detetar erros de código de programação tem milhares de utilizadores em mais de 1800 cidades espalhadas pelo mundo, tem como missão ter um impacto real no mundo de desenvolvimento de software e melhorar muito a eficiência das empresas.
A edição de Lisboa
Mas não é apenas a edição deste ano que tem estado em foco. As próximas edições, entre 2016 e 2018, já têm lugar marcado e terão lugar na capital portuguesa.
Lisboa é uma grande cidade, com uma comunidade de startups em crescimento. Tem boas infraestruturas de alojamento e transportes e um local para realizar o evento com capacidade para mais de 80.000 participantes”, escreveu Paddy Cosgrave, responsável empresa que organiza a Web Summit num blog quando foi anunciada a mudança para Lisboa.
No mesmo post, Cosgrave adianta que são esperadas 50.000 pessoas nos próximos eventos da Web Summit. Já o governo português estima que o evento deverá gerar um retorno de 175 milhões de euros para a cidade de Lisboa. Já há bilhetes à venda para a edição do próximo ano no site da Web Summit.
Fotografia: Cover photo da página de Facebook da Web Summit
