User Experience: Como persuadir o utilizador através de uma experiência agradável

User Experience: Como persuadir o utilizador através de uma experiência agradável

Presente tanto no mundo digital, como na rua, o User Experience faz parte de diversos momentos do nosso dia a dia. É o segredo que faz com que a experiência do utilizador  se torne fácil, acessível e agradável quando está a usar determinado serviço ou a consumir um determinado conteúdo. Uma boa experiência resultante desta interação não só ajuda a divulgar o produto, como aumenta a confiança entre a marca e o cliente.

 

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Por vezes as melhores experiências são as invisíveis, ou seja aquelas que são tão fáceis que nem notamos que a estamos a fazer. Exemplo disso é a aplicação da Uber, que num só ecrã conseguimos ver toda a informação de que precisamos, tais como disponibilidade de condutores, tempos de espera, etc.

A Disney World criou uma pulseira que contém as informações pessoais do utilizador com o intuito de melhorar a experiência dos visitantes. Por exemplo, se associar um cartão à pulseira, sempre que efetua uma compra basta usar a pulseira para fazer o pagamento.

 

“We need to stop interrupting what people are interested in and be what people are interested in.”

Craig Davis (Former Chief Creative Officer at J Walter Thompson)

 

É fundamental ter uma abordagem que garanta que o utilizador consegue viver uma experiência ou realizar uma tarefa até ao fim e não a abandone a meio, pensando primeiro que história queremos contar e só depois como a queremos contar.

 

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 Processo de criação de User Experience 

 

No passado dia 6 de novembro, a Webtexto assistiu à conferência de Graham McDonnell, que abriu o palco Creatiff. do Web Summit, com algumas sugestões para oferecer uma experiência agradável ao utilizador.

 

 

Conteúdos que ajudam a uma melhor User Experience

Captar a atenção do utilizador é a parte fácil do processo. A fase difícil é conseguir preservar a atenção do utilizador até ao fim. Um conteúdo que consegue captar de imediato a atenção do utilizador, quer através de um título interessante ou de cores apelativas, não vai necessariamente segurar o utilizador até ao final, se este precisar de dispensar muito tempo para chegar à conclusão.

 

Assim, existem algumas dicas que vão ajudá-lo a captar a atenção do seu utilizador até ao fim:

 

 

 INCLUIR IMAGENS  Páginas com conteúdos visuais têm em média mais 94% de visualizações.

 INCLUIR MOVIMENTO  Conteúdos com movimento, como vídeo e animações, quebram a rotina estática de um a página. Também podem ser úteis quando queremos distrair o utilizador, como por exemplo quando existe um tempo de espera para concluir uma determinada ação.

 INTERAÇÕES  O ser humano gosta de ser recompensado, pelo que criar interações vai despertar interesse no utilizador. As interações devem: ser motivadoras, possíveis de concluir e aumentar gradualmente o interesse do utilizador para que este saiba que vai no caminho certo.

 SER ÓBVIO  É importante ser claro na mensagem que se quer transmitir para o utilizador saber se está a fazer aquilo que efetivamente pretende. Não deve ter que pensar que caminho vai seguir, apenas o que deve fazer intuitivamente.

 No JibJab Ecads, enquanto o vídeo está a ser produzido, vemos um hamster a correr na sua roda. 

 

A experiência do utilizador deve ser prejudicada para se destacar?

Como em qualquer área, é importante não chegar a extremos na User Experience. Conteúdos como imagens, vídeos e interações devem ser usados com moderação, pois o objetivo é guiar o utilizador até ao fim da experiência e não tornarem-se a experiência em si. Caso contrário, o utilizador terá que captar demasiada informação diferente, acabando por não captar nenhuma. Torna-se assim fundamental não sacrificar a User Experience.

 

Como uma má User Experience pode ter um impacto negativo no utilizador:

  • Quando o tempo investido aumenta, o interesse diminui. Ao mudar radicalmente a estrutura de algo, isto vai levar a que o utilizador se tenha que adaptar a esse novo formato, o que pode resultar na desistência do utilizador.
  • Levar a que o utilizador faça algo que não pretende, através da inserção de elementos que apenas existem para enganar ou confundir o utilizador. A estes elementos chamamos Dark Patterns.

 

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 Exemplo de Dark Pattern 

 

É, pois, fundamental que o utilizador tenha uma boa experiência:

  • se a emoção do utilizador for positiva, este irá sentir-se motivado a ter o comportamento desejado e torna-se vantajoso para a marca;
  • se a emoção for negativa, não existirá conversão e ainda existe a possibilidade de o utilizador se sentir descontente e irritado.

 

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 Mensagem que surge na aplicação do Gmail
quando a caixa de emails recebidos está vazia. 

 
 

Assista à conferência completa de Graham McDonnell
Inês Martins
Conheça o autor / Inês Martins

Designer e gestora de conteúdos da Webtexto.