A regra 10-4-1 para publicar nas redes sociais

A regra 10-4-1 para publicar nas redes sociais

As redes sociais são peças incontornáveis de uma estratégia de marketing digital e, para responder à necessidade de marcar presença nestas redes, surgiu a regra 10-4-1.

Uma vez que a dúvida já não é saber se um negócio deve ter presença nas redes sociais, mas escolher onde estar presente e saber o que partilhar, o livro B2B Social Media Book lançou a regra ’10-4-1’ que tem sido defendida por muitos especialistas em content marketing. Afinal, em que consiste esta regra?

Esta regra explica qual deve ser a proporção do tipo de conteúdos por cada 15 partilhas nas redes sociais, fazendo uma divisão: 10 – 4 – 1.

 

regra 10

É o número de partilhas de conteúdos produzidos por outras fontes e que são considerados relevantes para o público-alvo. Estamos a falar de notícias, artigos, vídeos, infografias ou qualquer tipo de conteúdos que são considerados apelativos para a audiência pelo seu caráter informativo ou de entretenimento. Os temas devem centrar-se em tudo o que estiver relacionado com a área do negócio e que criem valor para o público-alvo.

 

regra quatro

É o número de partilhas de conteúdos próprios, produzidos para o blog da empresa. Sejam artigos, vídeos ou infografias, estes conteúdos têm de ser úteis e relevantes. Ao mesmo tempo que permitem captar a atenção do público-alvo, mostram o know-how sobre a área de negócio, geram tráfego no site e permitem criar uma relação de confiança com a audiência.

 

regra umÉ o número de links diretos para a página da empresa, dando a conhecer diretamente o negócio. Geralmente assumem a forma de landing pages, onde utilizador poderá deixar os seus contactos, seja em troca de conteúdos pontuais, de uma newsletter ou de outro tipo de conteúdos. Transforma-se assim um visitante num contacto, que no futuro poderá passar a ser um potencial cliente.

 

Comunicar com equilíbrio

Com a regra do 10-4-1 é possível criar uma estratégia equilibrada na distribuição de conteúdo: não há demasiado conteúdo próprio para evitar que o tom de promoção seja excessivo e limita também o conteúdo de terceiros que estamos dispostos a partilhar para não parecer que estamos a promover o trabalho dos outros.

Ao criar um equilíbrio na distribuição de conteúdos evita-se o exagero que leva à exaustão. Ao mostrar uma preocupação pela qualidade, seja através de conteúdos próprios ou de terceiros, cria-se uma relação de confiança com o público-alvo, que vai procurar os conteúdos quando precisar de respostas e, em última instância, passará a ser um cliente fiel.

Neste processo, há um conceito importante a fixar: curadoria de conteúdos (content curation na expressão em inglês). Segundo Beth Kanter é o processo de selecionar, entre a vasta quantidade de conteúdo disponível, o que é mais valioso e apresentá-lo em torno de um tema específico. Este conceito não é o mesmo que agregação de conteúdos. A diferença está no método e é o elemento humano que é diferenciador. Enquanto a agregação de conteúdos conta com a ajuda de algoritmos para se encontrar conteúdo relacionado com uma temática e apresentá-la, a curadoria de conteúdos consiste na seleção manual de artigos específicos.

Neste processo há várias ferramentas no mercado que ajudam a selecionar e a publicar o conteúdo de terceiros, como o Feedly ou o Scoop.it, que permitem poupar tempo e estar sempre a par do que mais relevante vai sendo publicado nas áreas que queremos acompanhar.

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