Quais são as melhores alternativas aos QR Codes?

Quais são as melhores alternativas aos QR Codes?

Os suportes digitais estão a ganhar cada vez maior prevalência no mundo dos conteúdos quando comparado com os suportes físicos, nomeadamente o papel. As vendas dos jornais e das revistas são disso exemplo. Ainda assim, as revistas, os folhetos ou panfletos continuam a ser um instrumento importante de divulgação das marcas e dos seus produtos e serviços, atraindo a atenção das pessoas nos contextos certos.

Coexistindo estas duas alternativas, por que não arranjar uma forma de este dois mundos comunicarem? Foi esse o objetivo quando se decidiu usar o QR Code, ou o código Quick Response, inicialmente criado pela indústria automóvel japonesa.

Gerado através de uma ferramenta específica – há dezenas no mercado e são fáceis de aplicar como explica este artigo da Hubspot – pode ser lido através de uma aplicação móvel que nos transporta para conteúdos digitais adicionais, seja um cartão de visita para inserir na lista de contactos, seja um link para consultar mais detalhes online. E um QR Code pode estar em todo o lado, numa revista, numa embalagem ou rótulo de um produto, num cartaz, numa montra, etc.

Deu azo a soluções interessantes – caso da solução encontrada pela cadeia de supermercados Tesco na Coreia do Sul – até que a dificuldade em criar QR Codes com dimensões menos intrusivas (têm de ter uma dimensão mínima para conseguirem ser lidos pela aplicação móvel) começou a dificultar o seu uso. Mas não só. Além disso, houve também algum mau uso deste instrumento, como explica este artigo da Econsultancy, mostrando alguns exemplos.

Perante os maus exemplos e dificuldades que foram surgindo no caminho dos QR Codes, várias alternativas foram ganhando força. Se serão alternativas ou evoluções do QR Code é uma questão menos importante perante as novas possibilidades que se podem abrir para amplificar os conteúdos.
 

Realidade aumentada

 
Pelo facto de não ter de focar nenhuma imagem específica de uma página ou de um espaço, as aplicações que usam ferramentas de realidade aumentada permitem apontar apenas o dispositivo móvel para pontos específicos e ser transportado para conteúdos adicionais.

Foi o que fez a revista The New Yorker quando deu vida à capa de uma das suas edições através da aplicação Uncovr. Ou o jornal japonês que criou uma aplicação – juntamente com uma empresa de publicidade – onde, através da realidade aumentada, as crianças poderiam explorar uma nova versão das notícias própria para os mais novos, ganhando uma nova vida.

Mas as experiências de realidade aumentada são mais vastas e parecem estar apenas no início. É o caso da cadeia de mobiliário sueca IKEA ao permitir que, através da sua aplicação, os clientes possam colocar as mobílias virtualmente nas suas casas para perceber como ficariam na realidade.

Uma das soluções que as marcas podem utilizar para criar soluções de realidade aumentada chama-se CraftAR da Catchoom Technologies. Alguns exemplos são mostrados neste vídeo.
 

 

Reconhecimento de imagem

 
Vivendo em paralelo com a realidade aumentada, o básico reconhecimento de uma imagem pode ser a fonte para aceder a um conjunto mais vasto de conteúdos. Se no caso dos QR Codes é necessário focar e ter determinadas condições de luz para a câmara do dispositivo móvel conseguir ler o código, no caso do reconhecimento de imagem o utilizador usa o smartphone ou o tablet como se estivesse a tirar uma fotografia. O objeto é reconhecido e logo é disponibilizado um conjunto de informação adicional.

Neste caso, as marcas podem alimentar uma relação com o cliente sem recorrerem a imagens intrusivas que podem até prejudicar o design de um produto. Além disso, esta tecnologia permite criar uma série de alternativas na relação com o cliente.

Aliando-se à realidade aumentada permite criar experiências de compra, encaminhando para lojas online, oferecer descontos personalizados tendo por base a informação específica sobre o utilizador ou a geolocalização, o que permite enviar notificações por push ou mensagens através da própria aplicação. Assim, é possível alimentar a relação com o cliente de uma forma inovadora.
 

NFC

 
Para além do domínio que o reconhecimento de imagem e a realidade aumentada estão a ter na interação entre o mundo real e o mundo virtual, têm sido utilizadas outras soluções como a Near Field Communication, ou NFC, a tecnologia que permite a troca de dados e a comunicação entre dois aparelhos móveis quando estes estão fisicamente próximos.

Esta é a tecnologia utilizada frequentemente para os pagamentos sem cartão, como o Apple Pay, mas está também a ser aplicada para as marcas interagirem com os seus clientes ou potenciais clientes. Através das chamadas NFC ‘tags‘, colocados nos produtos ou numa série de suportes é possível extrair informação adicional.
 

Algumas aplicações a testar

 
Para quem tem sistema Android pode experimentar a Google Goggles. A alternativa para quem tem o sistema iOS é a app Blippar, que também está disponível para Android. Estas duas soluções permitem identificar objetos apontando o dispositivo móvel para tudo o que está ao nosso redor e consultar conteúdos adicionais sobre esse objeto.
 
Imagem por Pixabay

Blandina Costa
Conheça o autor / Blandina Costa

Editora e diretora-geral da Webtexto.