GIF: Um dos ódios da internet que veio para ficar

GIF: Um dos ódios da internet que veio para ficar

Odiados por uns, amados por outros, os GIF continuam a dominar a Internet 20 anos depois da sua criação, colocando em segundo plano as imagens ou os vídeos partilhados nas redes sociais, nos emails, nos blogs ou nos websites.

A adesão é tão grande que multinacionais como a Facebook, a Twitter ou o Tinder já apostaram em funcionalidades que permitem a pesquisa e utilização de GIF. Até os teclados dos smartphones e as aplicações de mensagens de texto já disponibilizam esta opção. 

 

Mas o que são os GIFs?

 

Nada mais, nada menos do que um formato de imagem que pode ser estático ou animado. Na versão animada, vários frames sequenciais são reproduzidos com algum delay entre si
de forma a criar a ilusão de movimento.

Nascido em 1987 pelas mãos de uma equipa de programadores da CompuServe, o algoritmo de compressão de dados Lempel–Ziv–Welch foi o grande responsável pelo surgimento do GIF ao permitir agrupar grandes conjuntos de dados sem perder qualidade. 

Apesar de a animação não fazer parte do imaginário da maior parte da população nessa altura, o formato apanhou a World Wide Web de surpresa, conquistando os seus utilizadores.

A sua morte foi anunciada em 1999 devido a uma batalha legal relacionada com patentes, contudo, os GIF continuam a ganhar terreno. Recentemente, a Twitter introduziu uma plataforma integrada de pesquisa e utilização de GIFs na sua aplicação. A Giphy, a empresa responsável pela curadoria dos GIFs, angariou 55 milhões de dólares na mais recente ronda de financiamento, aumentando o valor total para cerca de 300 milhões de dólares.

Um ano antes, a Imgur havia lançado o GIFV na tentativa de modernizar o formato com mais de 20 anos.

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Porque é que as empresas devem apostar nos GIF?

 

Os GIF são uma excelente ferramenta de marketing, podendo ser muito úteis graças à sua versatilidade. Tanto podem ser utilizados pela sua componente humorística, como pela capacidade de explicar ideias ou conceitos.

É este o grande fator de diferenciação dos GIF. 

Em relação às imagens, este formato consegue transmitir ideias, explicar conceitos ou até mesmo situações através de uma série de imagens sem requerer grandes conhecimentos técnicos.

Já comparando com os vídeos, os GIF funcionam de forma simples e imediata em qualquer plataforma, não exigindo a instalação de plugins, codecs ou outros tipos de códigos específicos para a sua execução. Basta apenas copiar o link ou fazer o download do ficheiro.

Apesar de serem ficheiros relativamente pesados, são um produto de fácil consumo, podem ser utilizados como call to action e têm a capacidade de desencadear reações emocionais.

Como tal, a utilização de GIF é uma boa aposta para uma empresa ou pessoa que se queira destacar nos feeds longos e confusos das redes sociais ou no amontoado de newsletters que recebemos por email.

Estatísticas indicam que os emails que utilizam GIF animados geram mais 12% de receitas do que as versões estáticas. E não só. Dados do BuzzFeed mostram que a aposta da empresa em GIF fez com que o portfólio de newsletters aumentasse para 14 no final de 2013, frente a uma newsletter em 2012.

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Contudo, existem alguns cuidados a ter na hora de apostar neste formato.

 

  1. Cuidado com a dimensão dos GIF: este formato é pesado por natureza, pelo que se dever ter em conta a sua extensão. Como tal, é preferível optar por GIF curtos, uma vez que gastam muitos dados e os pacotes de dados têm limitações.
  2. Atenção às plataformas: nem todas as plataformas de email suportam o formato, mostrando apenas o primeiro frame do GIF animado. Tenha isto em consideração quando quiser utilizar um GIF.
  3. Evite os excessos: uma utilização excessiva tornará o formato algo comum e desinteressante, gerando menos interesse e envolvimento nas respetivas campanhas.

 

Imagem por Andreia Dias

 

Andreia Dias
Conheça o autor / Andreia Dias

Produtora e gestora de conteúdos da Webtexto, especializada em produção gráfica.