End-to-end: o modelo de negócio da nova geração

End-to-end: o modelo de negócio da nova geração

Sabe o que têm em comum as Páginas Amarelas, a Amazon e a Uber? Se reparar, os três funcionam como um intermediário entre quem procura um produto ou serviço e quem o oferece. Este modelo de negócio é denominado end-to-end (ou E2E) e vai mais além dos conhecidos B2B e B2C. Saiba em que consiste e quais as suas vantagens.

Como funciona o end-to-end?

Tem um lugar livre no carro e quer partilhar as despesas de uma viagem? Precisa de uma casa para passar férias? Procura compradores para o seu trabalho artístico? Todas estas necessidades têm uma solução end-to-end: BlaBlaCar, Airbnb, Shutterstock. E estes são apenas alguns dos exemplos. 

Também conhecido como peer-to-peer (P2P), peer-to-peer marketplace ou economia colaborativa, o end-to-end é um conceito que une numa única plataforma as duas extremidades de uma transação: quem procura e quem oferece determinados bens ou serviços. Deste modo, facilita a pesquisa, o acesso e a interação entre as duas partes interessadas. Além disso, tem a particularidade de permitir que o consumidor também se possa tornar provedor e vice-versa. 

Neste modelo de negócio, que vai além dos já familiares B2B (business-to-business) e B2C (business-to-consumer), o objetivo é atrair vendedores e compradores, mas com um forte foco nos consumidores, pois quantos mais estiverem interessados no uso da plataforma, mais empresas vão querer aderir.

Que tipos de plataformas E2E existem?

O conceito original dos negócios end-to-end está próximo dos classificados ou das Páginas Amarelas, e existem ainda algumas plataformas que funcionam nessa base, como o OLX ou eBay. Contudo, hoje em dia é importante que acrescentem valor, ofereçam vantagens e proporcionem uma boa experiência, daí que a maioria dos negócios recentes sejam geridos de uma forma mais cuidada. Estes têm atenção à qualidade do serviço, mediante a possibilidade de classificar e incluir reviews; proporcionam mais segurança, pedindo dados e garantias a ambas as partes; ajudam à estandardização do preço; prestam assistência quando existe algum problema.

Alguns exemplos de plataformas end-to-end são:

  • Aplicações de aluguer de bens ou serviços;
  • Websites de troca e revenda;
  • Websites de partilha de talentos;
  • Espaços de coworking;
  • Websites de crowdfunding.

Quais são as vantagens para os utilizadores?

Para os consumidores, as vantagens principais são: 

  • Facilidade em pesquisar e encontrar bens ou produtos;
  • Comparar produtos e serviços de forma imediata e simples;
  • Preços competitivos. 

Para as empresas que decidam juntar-se a plataformas end-to-end, também existem benefícios:

  • As taxas baixas, por vezes acrescentadas ao preço ou percentagens de vendas; 
  • Chegam a um público-alvo mais direcionado e que procura ativamente;
  • Visibilidade e publicidade;
  • Perceber de forma simples quais os valores praticados pela concorrência;
  • Flexibilidade;
  • Poupar recursos e eliminar investimentos desnecessários;
  • Mais uma plataforma que pode trazer lucro.

Qual é o futuro do E2E?

O modelo end-to-end parece ter vindo para ficar. A economia colaborativa foi considerada pela revista Time uma das 100 ideias que vão mudar o mundo e estima-se que continue a crescer, atingindo até 2025 mais de 80 milhões de euros na Europa e mais de 300 mil milhões em todo o mundo.

Associada a uma filosofia de consumo mais consciente, promove a partilha de serviços, o reaproveitamento de recursos e oferece soluções para necessidades existentes, em vez de criar novas necessidades. É, portanto, a resposta à forma como o mundo e o comércio são encarados atualmente, e como provavelmente serão no futuro: dando mais importância à sustentabilidade e tendo mais cuidado com o consumismo desmesurado. 

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Rosa Machado
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