Content Marketing aumenta apetite pelo retalho alimentar

Content Marketing aumenta apetite pelo retalho alimentar

Todos já parámos em vídeos que nos ensinam a fazer rapidamente receitas maravilhosas em poucos minutos. Damos por nós a pensar: “Tenho de experimentar isto! Tem um aspeto maravilhoso e é rápido de fazer!”

Mas será que a solução para as retalhistas da área da alimentação ganharem notoriedade no mundo digital passa apenas pela produção de vídeos de receitas?
Claro que não. É certo que esta se tornou uma ferramenta muito popular e que as pessoas não parecem cansar-se de aprender novas receitas – caso dos vídeos do canal Tasty. Mas há retalhistas da área alimentar que já mostraram que o content marketing pode ir muito mais além.

Tal como noutras áreas, a estratégia da marca é o ponto de partida para definir depois a estratégia de conteúdos. Como se quer posicionar? Pelo preço, pela qualidade, pela variedade, pela proximidade, por abarcar vários nichos de mercado?

No caso das grandes retalhistas do ramo alimentar, como o Continente ou o Pingo Doce, que têm feito uma grande aposta na produção de conteúdos, a notoriedade da marca não será o motivo que leva à produção de conteúdos e ao reforço da presença digital. Nestes casos, o mais importante é fidelizar os clientes e pensar naquilo que vai determinar a escolha dos consumidores quando vão fazer compras.

Microsites

A retalhista Tesco é um exemplo de quem não ficou só pelas receitas e criou um microsite onde, a par das receitas, partilha também conteúdos úteis. Exemplo disso é a área de conteúdos que ajuda a planear as refeições ou as dicas sobre como cozinhar tendo em conta preocupações de economizar.

Menus personalizados

Pensando nas pessoas que pensam em organizar as ementas para toda a semana e nunca conseguem fazê-lo, uma forma de as retalhistas oferecem um serviço diferenciador pode ser a criação de menus personalizados mediante a introdução de alguns dados pessoais. Aliado a isso, os utilizadores poderiam adicionar os ingredientes ao carrinho de compras e carregar no botão para encomendar.

Livros de receitas digitais

Ainda como solução que permite personalizar conteúdos, uma alternativa é criar livros de receitas digitais personalizados, como fez também a Tesco. Neste caso, os utilizadores têm ainda a possibilidade de tomar notas.

Crowdsourcing

Na área da cozinha não é difícil encontrar verdadeiros chefs domésticos, que gostam de mostrar as suas habilidades culinárias. Seja por isso ou pelo gosto de mostrar receitas que se tornaram pratos dignos de um livro de gastronomia, muitas pessoas estão dispostas a partilhar aquilo que aprenderam. Esta é uma forma de enriquecer os conteúdos de um website e, ao mesmo tempo, aumentar o envolvimento das pessoas.

Storytelling

Contar histórias e dar-lhes um rosto é uma forma de criar identificação e, logo, um maior envolvimento. Isso também é válido quando estamos na área do retalho alimentar. Contar como é que os produtos são escolhidos ou a relação com os produtores cria transparência e aumenta a confiança. Da mesma forma, contar história de clientes fiéis gera afinidade.

Pensar em nichos de mercado

Cada vez mais surgem formas alternativas à alimentação tradicional, motivadas por estilos de vida mais saudáveis ou até por questões de saúde. Esta deve ser uma oportunidade para as retalhistas do setor alimentar criarem canais especializados para estas pessoas. Os conteúdos podem abarcar receitas, mas não só. Podem desmistificar conceitos, dar informações detalhadas sobre determinados alimentos e produtos.

Funcionalidades práticas

Há uma série de instrumentos que podem ser muito úteis para os utilizadores e que, ao mesmo tempo, ajudam a captar leads. Por exemplo, enviar a lista de ingredientes por mensagem para o telemóvel ou, mais habitual, enviar a receita por email. Estas são formas de captar contactos que podem depois ser alimentados com a partilha de conteúdos personalizados.

Testes e quizzes

Ajudar as pessoas a conhecerem melhor o seu perfil do ponto de vista alimentar e a perceber se devem introduzir alterações (e quais) na sua alimentação são instrumentos úteis. É o caso dos testes publicados pelo Celeiro que ajudam a avaliar a condição física.

Vídeos

Os vídeos são, sem dúvida, o conteúdo mais apelativo quando falamos de comida. Não precisam de ter voz, nem cenários muito requintados, nem sequer grandes chefs. Basta pratos deliciosos que podem ser feitos em pouco tempo para ter uma receita de sucesso. Mas há formas de inovar, como é o caso do canal SORTEDFood, onde a culinária é fonte de diversão.

Redes sociais

As redes sociais são incontornáveis numa estratégia de content marketing do retalho alimentar. Esta é a forma mais direta de ir ao encontro dos consumidores. De passar-lhe os conteúdos que vão aliciá-las a ver mais e a comprar. Mas também, e mais importante, é um local de interação com os utilizadores, onde este podem também participar e partilhar ideias. O canal de Facebook da Waitrose é um exemplo disso. Já as fotografias da Three Tarts no Instagram mostram como imagens de qualidade são importantes.

Blandina Costa
Conheça o autor / Blandina Costa

Editora e diretora-geral da Webtexto.